sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


A Cultura e a inexistente política cultural do País (artigo)

A nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, é uma executiva de talento. Não é preciso lembrá-la como a grande prefeita que foi. Resta saber se ela também acredita que uma política cultural tem de se estribar no mercado, ou se o Estado brasileiro deve chamar para si aquilo que o mercado não quer, por não ser de sua natureza querer.
Assim como é difícil contabilizar quantas mortes, por assassinato, registraram-se em São Paulo nos últimos meses, é quase impossível detectar, nas aparentes blandícias da grande arte, a quantas anda a cultura brasileira. A comparação com os assassinatos é fortuita. A morte é antagônica à cultura artística e vice-versa. Luis XIV, o cognominado “Rei Sol” da França, omitiu de seus ministros. grande parte dos gastos com a construção do maravilhoso palácio de Versalhes. O monarca foi responsável pela morte de muitos milhares durante as guerras que implementou na Europa no século XVII- mas entrou para a história como um dos maiores mecenas de todos os tempos.
No Brasil, sabemos muito pouco, até agora, do que realmente deverá importar para ao futuro das artes, no período que se considera a “Era Lula”. Sobre a ” Era Vargas”, entretanto, incluída a Ditadura do Estado Novo, tem-se muito. Tudo talvez se deva à complexidade do nosso momento histórico. Mas o saldo, mesmo assim, parece desfavorável ao século XXI.
Uma coisa afigura-se mais ou menos certa. Afora os levantamentos burocráticos – os relatórios governamentais – não parece ter havido muito interesse dos três governos progressistas brasileiro em relação ao tema da cultura. A “Era Lula,” aparentemente não tem muito o que mostrar a mais, além da administração quase anódina de um ministério que não assume qualquer importância no âmbito governamental. O governo Dilma, por exemplo, mostrou ter despendido um tempão enorme com uma ministra que, na verdade, talvez não tivesse mesmo nada a acrescentar. Mas os jornais, revistas, televisões ou rádios que omitem notícias adversas à oposição brasileira, também parece não terem muito a palpitar sobre o tema. Pode-se interpretar que a questão, afinal, continue como um problema de mercado; e essa, parece, a parte de uma herança mais que maldita que os últimos tempos legaram à cultura brasileira.
Há a cultura informal, aquela que nasce nos bairros das grandes cidades, de alguma forma a reboque da indústria, mas da qual, evidentemente, pouco sabemos. Pela situação social brasileira, o tema da morte, da bandidagem, dos tóxicos, da violência, enfim, não deve ser um assunto à margem nas periferias das grandes cidades do Brasil. A condição de marginalidade, imagina-se, talvez seja o que mais conte de forma impositiva, para muitos desses artistas.
Neste ponto, as mortes violentas de jovens (muito soldados da PM são isso também – jovens)- supostos artistas e fruidores que cantam e se encantam – repõe a questão que influenciou muitos nomes da Renascença alemã. Uma exposição de gravuras do MASP – Museu de Arte de São Paulo – reflete bem essa coincidência. Na arte de Cranach, Dürer, Grien, Altdhorfer e outros, as guerras religiosas que engolfava toda a Europa, mas que se abateram principalmente sobre os estados alemães, a presença de homens mortos, além de guerreiros, expressam uma violência que não fica nada a dever aos horrores das ruas das periferias, não só da paulicéia. A diferença talvez não sejam os meios de expressão e o mercado. Dürer um dos maiores gênios da pintura, concedeu que deveria apoiar Lutero e os Príncipes alemães contra os camponeses, que reivindicavam melhores condições para a situação de miserabilidade em que viviam. Difícil condená-lo por não ter se postado ao lado dos mais fracos ( como fez seu colega, Grünewald) e de ter se valido também da classe média burguesa para a venda das suas gravuras. Mas não se pode acusá-lo de não ter pelo menos olhado com um singular arrebatamento para a imagem do guerreiro em sua luta contra a morte – mesmo porque, a morte ainda que sob a forma de monstros, não é uma grande ausente nas gravuras do mestre.
No Brasil da “Era Vargas” foram poucos os massacres formais. Luis Carlos Prestes num depoimento que deu a um jornalista, quando contou sobre a Coluna que ele chefiou, dizia ter presenciado muitas mortes violentas ao longo da sua epopéia – mas o pior foi ver a miséria dos brasileiros do interior daqueles tempos. Em teoria, os artistas do período – Villa-Lobos, Portinari, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos e outros – não deviam ignorar o Brasil profundo, dos grotões miseráveis, filhos da violência social. E Portinari – para citar um óbvio – retratou a coisa a sua maneira. Assim como outros, principalmente Graciliano Ramos. Aliás, se escutado com atenção, Villa-Lobos talvez tenha exagerado em seu sentimentalismo (que não existe outra forma de ser brasileiro) – mas a melancolia do sertão miserável (“triste de não ter jeito”, dizia Manoel Bandeira), não está ausente da sua música.
É o que marca em grande parte o que herdamos, talvez, da “Era Vargas”. Na época, graças ao namoro com o fascismo, Getúlio e seus ministros sustentavam a firme convicção de que o Estado tinha de intervir não só na educação das chamadas “massas”. Hoje muitos deploram, como demagogia a serviço de Getúlio, as grandes concentrações musicais organizadas por Villa-Lobos no então maior estádio do Rio, que era o do Vasco da Gama. Vivemos numa democracia sujeita a tentativas de golpes até com a participação da Justiça, mas há quem sonhe sinceramente em ver o que seria o concerto de mais de trinta mil vozes, entoando, em coro, o que Villa-Lobos escreveu para a ocasião.
Seria o ridículo de uma mera imitação do nazismo alguém sonhar com esse tipo de espetáculo na Copa de 2014? O Canto Orfeônico, que foi saudado por alguns intelectuais como o pior daquela época, era uma constante nas escolas primárias do Brasil. O Brasil implementado pelo Estado, cantava, ou procurava cantar. Hoje, com o retorno da música nas escolas, o método inventado por Villa-Lobos, talvez seja uma utopia, impossível inclusive de se aproximar daqueles tempos. Mas o Estado brasileiro parece ter se firmado na convicção de que não lhe cabe inflectir na cultura a despeito do mercado. O neoliberalismo mostrou, na economia, que era bem pior do que tudo que seus críticos diziam.
No âmbito do Estado, e da cultura, com as leis Rouanet, Sarney e que tais, vulgarizou-se, no Brasil, a idéia de que a arte emergiria com uma nova feição, a partir da renúncia fiscal. O fato parece ter estagnado justamente no que menos se queria: o tal de marketing cultural. Ou seja, o Estado parece ter aberto mão de sua responsabilidade de implementar a cultura. O mercado o faria; só que o mercado não está fazendo. Alguém lembrará, a propósito, que se houve a mencionada exposição no MASP, de alguma forma o patrocínio existe – o bom patrocínio. É verdade – mas a presença de artistas de outros tempos e de outros países poderiam ser apenas um incentivo à produção local. Nada mais que isso. A produção artística, porém, não se dá só por exposições patrocinadas. Há que existir o que normalmente se chama de “política cultural”- e não se sabe se isso existe em qualquer lugar do Brasil.
Tempos atrás, num debate na PUC de São Paulo, o sociólogo Giberto Vasconcelos, num rompante algo exagerado, mas com inteira razão, respondeu a um professor de história da música da USP que se o fascismo getulista tinha gerado Drummond, Villa-Lobos, Portinari e tutti quanti, só havia que saudá-lo, uma vez que ele não via ninguém parecido com esses artistas no Brasil democrático. Exagerava evidentemente – mas respondia, com a devida veemência e à altura, ao tal professor que – idiotamente, diga-se – defendia que Villa-Lobos era nazista, pois visitara a Alemanha, a convite do governo alemão pouco, antes da Segunda Guerra. O dito professor não pôde explicar e não tinha como fazê-lo, como é que, sendo nazista (?), Villa-Lobos fora homenageado diversas vezes pelo governo de Israel.
Enfim, uma asneira- mas a questão continua: como batizar de “política cultural” a ausência do Estado brasileiro na fixação de metas que envolvam a população na grande arte, na cultura não industrializada e que se faz a despeito da industrialização? Bastam as importações de grandes exposições, como a do MASP? Um concerto da Filarmônica de Nova York no parque Ibirapuera é suficiente para incentivar jovens à carreira de instrumentistas? Serão as bienais de São Paulo, com suas instalações e invenções macabras, o suficiente para que a arte brasileira se faça conhecida como tal?
O Brasil tem grandes artistas. Falta dizer em que é que isso se deve a uma propalada política cultural.
Em tempo: a nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, é uma executiva de talento. Não é preciso lembrá-la como a grande prefeita que foi. Resta saber se ela também acredita que uma política cultural tem de se estribar no mercado, ou se o Estado brasileiro deve chamar para si aquilo que o mercado não quer, por não ser de sua natureza querer, mas que, por sua vez, tem de ser da natureza do Estado fazê-lo.
O mundo foi tomado pela cultura norte-americana. Tudo bem, era inevitável; mas não inventar tropicalisticamente a partir dela, não fazer dela muito mais, é também um tipo de morte – algo que não fica muito aquém dos assassínios, de fato, dos jovens brasileiros.
Enio Squeff é artista plástico e jornalista.
24 de agosto de 2000

Por que o Brasil não é um país democrático?

Ricardo Bergamini

Por ter o voto obrigatório. Voto é direito do cidadão, e não dever. Direito é exercido por quem o desejar. No Brasil, apenas 5% da população, acima de 10 anos de idade, possui mais de 15 anos de estudos, sendo o estudo a base para o desenvolvimento da capacidade de análise crítica do indivíduo, pelo menos 80% da população habilitada à votar, são apenas massa de manobra, delegando sua decisão de escolha aos meios de comunicação de massa. Sem dúvida, o voto facultativo aumentaria a qualidade dos candidatos eleitos. Nos Estados Unidos, apenas 50% da população qualificada para votar, exerce esse direito para escolha de presidentes, 40% para governadores e 30% para prefeitos, por isso, e somente por isso, é a maior e melhor democracia do mundo.
Por não haver restrições de acesso ao Congresso Nacional de partidos inexpressivos. Não pregamos restrições à formação de partidos políticos, nos EUA existem mais de 40 partidos políticos, pregamos apenas fixação de índices eleitorais mínimos para fazer-se representar no Congresso Nacional, evitando a vergonhosa da situação atual de 17 líderes partidários, naquela casa, alguns liderando apenas 2 deputados.
Por não haver fidelidade partidária. Em qualquer país democrático, o mandato pertence ao partido, e não ao político. Com isso, evitaríamos manipulações políticas, com trocas freqüentes de partidos, gerando eternamente um Congresso Nacional vendedor de maiorias precárias aos Presidentes da República, sejam eles quais forem. 
Por não haver exigências mais rígidas, quanto a figura jurídica do domicílio eleitoral. Excluindo qualquer possibilidade de um candidato procurar, apenas na época da eleições, uma região de índices eleitorais mais favoráveis para ser candidato, evitando, por exemplo, o oportunismo do Sr José Sarney, eleito para senador pelo Amapá, sem nenhum vinculo com o Estado.
Por não respeitar o conceito universal da proporcionalidade. Não podemos continuar admitindo que, o voto de um cidadão brasileiro em uma determinada região do país, valha menos que em outra região. Como é hoje.
Por não ser uma nação federativa. Não podemos continuar com o modelo centralizador de decisões, bem como de arrecadação de impostos, com posterior rateio aos Estados e Municípios. Modelo altamente manipulador e corrupto Em uma verdadeira democracia os Estados deverão ter autonomia para aprovarem, como exemplo extremo, a pena de morte.
Com a existência do "horário político gratuito" Uma verdadeira aberração política, fria, repetitiva, idiota, premiando apenas os melhores atores, sendo de alto custo de produção, transformando eleições em assunto de marketing. Atualmente quem concede entrevistas, não é mais o candidato, mas sim, o responsável pela agência de propaganda do candidato. Diga-se de passagem o horário não é gratuito, as empresas recebem benefícios fiscais para cobrirem parte de seus prejuízos. 
Sem voto distrital. O debate político tem que ser travado nos municípios. Esse assunto está ligado à não existência da República Federativa. Formação de delegados representativos regionais, com capacidade de decisão de escolhas.
Com a existência da figura jurídica criminosa das Medidas Provisórias, em um regime presidencialista de governo. Válida apenas em regimes parlamentaristas de governo, com queda de Gabinete, sempre que alguma delas fosse rejeitada pelo parlamento.
Sem possuirmos nossas Forças Armadas bem equipadas, altamente profissionalizadas e bem treinadas. Imaginar ser o enfraquecimento de poder militar de uma nação, sinônimo de fortalecimento democrático, é visão boçal, imbecil, burra, demagógica e revanchista. Haja vista o mundo: quanto maior o seu grau de liberdade, maior o seu poderio militar.
Com o Banco Central subordinado ao Poder Executivo Nas verdadeiras democracias, essa instituição está subordinada, indiretamente, ao Congresso Nacional, através de uma legislação rigorosa, com prazos de vigência dos mandatos de seus gestores rigorosamente definidos, mandatos esses, totalmente descasados dos períodos de mandatos dos políticos, bem como, com regras e atribuições funcionais, morais e éticas rigorosas. Em nenhum país democrático do planeta, o Banco Central, por questões óbvias e ululantes, está subordinado ao Poder Executivo. 
Com apenas 5% da população brasileira, acima de 10 anos de idade, tendo 15 anos ou mais de estudos. Necessidade mínima de aprendizado para que, um indivíduo consiga um grau de conhecimento tal, capaz de promover sua capacidade de análise crítica. Somente o voto livre aliviaria essa maldita distorção brasileira. 
Com o nosso Poder Judiciário dependente financeiramente do Poder Executivo. Sem a criação de mecanismo para geração de fontes de recursos próprios, principalmente através de cobranças de fianças e serviços em valores reais, relacionados aos montantes das causas em questão, e não, com valores simbólicos como tem sido até a presente data. 
Sem quebrarmos a espinhal dorsal do "Poder do Poder Público no Brasil". Em todos os níveis (federal, estadual, municipal).Agindo sem limites e regras, concedendo privilégios à si próprios. Sendo o maior exemplo a auto - anistia concedida pelo Congresso Nacional, aos crimes eleitorais ocorridos nos anos de 1996/98. É uma imoralidade sem precedentes na história política do mundo, dito democrático.
Com nossa Constituição atual (Livro de Ficção Jurídica) de 1988. Somente concedendo direitos aos cidadãos, sem nenhuma exigência de contrapartida dos deveres dos cidadãos para com a sua Pátria. Um documento de ficção jurídica, sendo mais fácil sua alteração, do que de uma simples lei ordinária. E finalmente, gerando o maior desvio de nossa história política, com a facilidade legal para criação de novos municípios. Nos 12 anos de vigência, quase três mil, sem nenhum compromisso com fonte de recursos próprios.

Florianópolis, 24 de Agosto de 2000 – Ricardo Bergamini


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

"POLÊMICA GLOBAL"



USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE




Apesar de concedida a licença de instalação (LI) para a usina de Belo Monte, 11 das 40 condicionantes ainda estão pendentes, segundo um alerta de técnicos do IBAMA.

O órgão explicou que em todo processo de licenciamento, condicionantes estabelecidas na primeira etapa podem se estender até o fim. E que em todo caso a LI é dada sem o cumprimento integral das exigências impostas na Licença Prévia. Segundo o IBAMA, a licença foi dada com 23 condicionantes que o consórcio terá que cumprir durante a construção.

A concessão de licenças não é matemática. Não é um processo exato. Estamos trabalhando com impacto ambiental, afirmou a diretora de licenciamento do orgão, Gisela Forattini.

O estudo aponta que condicionantes como a 2.7, que prevê a assinatura de convênios entre o consórcio Norte Energia e as cidades na área de requalificação urbana, e a 2.5, que obriga o monitoramento da qualidade da água do reservatório e do rio, ainda não foram cumpridas.

Outra questão importante no impacto ambiental é a navegabilidade do Rio Xingu, que os técnicos reconhecem que será dificultada, porque o período de seca, com a obra, será dois meses maior.

Diante do atraso, o IBAMA argumenta que cada condicionante é atendida numa etapa da obra.

Informações do jornal O Globo.


E ANDA CIRCULANDO PELA INTERNET ESSE VIDEO MAIS POLEMICO AINDA:




ATRIZES E ATORES DA REDE GLOBO SE REVOLTAM CONTRA O GOVERNO?
BOM AO QUE SE PENSAR ANTES DE FAZER O QUE O VIDEO PEDE.



Política para não ser IDIOTA



Debate com Mario Sergio Cortella



Gravado no dia 20 de junho, o programa 'Arena Livre' da TV ALESP entrevistou o professor e também escritor Mario Sergio Cortella. O deputado Carlos Giannazi foi um dos debatedores convidados.

No programa foram abordados temas como participação política, Educação, crise dos partidos políticos e do parlamento, Paulo Freire e tradição autoritária do Brasil, entre outros.


VEJA:





Subway X Mac Donald's



Quem lidera?


Contrariando o delicado momento econômico vivido por muitos países, a rede de lanchonetes Subway, que é apontada como uma das maiores empresas do segmento fast food, continua crescendo e, atualmente, procura inaugurar cada vez mais unidades pelo mundo todo, oferecendo produtos de qualidade e um ótimo atendimento. Em março de 2011, o Subway, que foi fundada por Fred De Luca e Peter Buck, ganhou mais notoriedade ao tomar a liderança do McDonald’s como a maior rede fast food do mundo. Na época, foi divulgado que a empresa fechou o ano de 2010 com 33.749 unidades, enquanto que o seu rival teve cerca de mil unidades a menos.

O Subway

Segundo as informações divulgadas no site oficial da rede, o primeiro Subway foi aberto em Connecticut, no mês de agosto de 1965. De lá para cá, a marca americana, que foi criada com o objetivo de oferecer uma opção de refeição saudável e rápida, conseguiu chegar a 92 países e, atualmente, atende uma média de seis milhões de clientes diariamente. No Brasil, o Subway chegou no país em 1993 com pouco restaurantes, que ficavam localizados em bairros nobres. Acumulando altos e baixos durante a sua adaptação ao mercado nacional, a rede de restaurantes conseguiu se consolidar a partir de 2003. Nos dias atuais, a empresa tem cerca de 750 lojas por todo o país.

Os lanches

Com o objetivo de oferecer uma refeição saudável e rápida, o Subway montou um cardápio com uma linha vasta de sanduíches que podem ser acompanhados de queijo (prato, suíço ou cheddar), vegetais (alface, tomate, cebola roxa, pimentão e azeitonas pretas) e seis tipos de pão (queijo, gergelim, italiano branco, parmesão com orégano, integral e integral com aveia e mel), escolhidos pelo próprio cliente. Para temperar o sanduíche, você pode usar sal, pimenta, azeite, vinagre e os molhos parmesão, barbecue, cebola agridoce, mostarda & mel e chipotle (levemente picante)


O americano Fred DeLuca, 62 anos, fundador da rede de fast-food Subway e dono de uma fortuna estimada em US$ 1,8 bilhão, se dirige aos seus funcionários de uma maneira, digamos, pouco ortodoxa. 
Sua máxima é: “Mantenha isso simples, estúpido!” Num primeiro momento, a frase pode parecer agressiva, mas os funcionários da empresa não levam para esse lado. Ao contrário. 
 
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"Hoje o Brasil é o nosso maior mercado na América Latina e o sexto maior no mundo"
Fred DeLuca, dono do Subway
 
Eles até gostam e adotam o lema nas 33,5 mil lojas da rede espalhadas por 92 países e responsáveis por um faturamento de US$ 9 bilhões. “Somos maiores que o McDonald’s em número de lojas”, diz DeLucca à DINHEIRO. O concorrente tem hoje 31 mil unidades.  
 
E é justamente por isso que ele usa a máxima diariamente. Ela funciona como uma recomendação do bilionário, que a resume como sistema Kiss. A sigla, que significa “beijo”, em inglês, é uma brincadeira com a frase “Keep It Simple, Stupid”. “Nosso número de lojas é grande, mas o negócio continua relativamente simples e isso nos ajuda a continuar crescendo”, diz De Lucca. 
 
Na prática, diz ele, o Subway é uma cadeia baseada em um modelo de negócios simples. A rede possui uma variedade média de sanduíches nos quais a maioria dos ingredientes se repete, tornando mais fácil a logística dos produtos. Somado a isso, há também um rígido controle de custos para identificar os desperdícios. 
 
A fórmula tem dado certo e permitido que sejam abertas cerca de duas mil novas lojas por ano ao redor do globo, num investimento anual de US$ 400 milhões. Só neste ano, o Brasil ganhou 185 novas lojas e deverá fechar com 550 e um faturamento estimado superior a R$ 400 milhões. “Hoje, o Brasil é o nosso maior mercado na América Latina e o sexto maior globalmente.” 
 
Mas nem tudo foi tão simples como DeLucca prega. Aliás, a “simplicidade” quase decretou o fim da Subway no Brasil. “Quando a rede desembarcou no Brasil, em 1993, escolheu um único franqueado”, diz Brian Marino, diretor da rede para a América Latina e Caribe. “Isso foi um erro.” 
 
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Avanço acelerado: a empresa cresceu 70% em número de lojas no ano passado e
deve encerrar 2010 com um total de 550 unidades no Brasil
 
É que, em vez de ter lanchonetes pequenas e manter relação com fornecedores locais para facilitar a logística, esse franqueado tinha os mesmos fornecedores para atender todas as lojas, mesmo atuando em localidades distantes entre si. Pior: passou a tomar decisões sem consultar a matriz – o que fez a rede quase deixar o País, em 2000, quando sobraram apenas duas lojas. 
 
“Naquele tempo nós seguimos um modelo diferente de negócios no Brasil, que se mostrou custoso e ineficiente. O sistema que usamos agora é o mesmo dos Estados Unidos e nos permite ter mais controle”, conta DeLuca, que voltou a apostar no País em 2003. 
 
O desafio de continuar o rápido crescimento está agora nas mãos da diretoria regional. “Nosso plano é ter 1.500 lojas no Brasil até 2014”, diz Marino. Aos poucos, vem progredindo nesse sentido. Em 2008, possuía 215 unidades e, em 2009, contava com 365, num salto de 70%. 
 
No mesmo período, o McDonald’s cresceu 8%. “Eles voltaram com outra cultura. As lojas hoje se adaptam em regiões de menor circulação de pessoas porque têm custo de funcionamento mais baixo”, diz Ricardo Camargo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Franquias. “O investimento para abrir também é menor. Tudo isso auxilia na expansão rápida”, afirma. Enquanto no McDonald’s um ponto pode custar R$ 1 milhão, no Subway ele custa cerca de R$ 250 mil. 
 
A empresa atua em pontos não tradicionais para redes de fast-food, como postos de gasolina e universidades. “Mais de 10% das lojas que temos hoje estão localizadas nesses pontos pouco convencionais”, afirma Roberta Damasceno, gerente de operações da Subway no Brasil.
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A história de vida de DeLuca é também uma das melhores propagandas para incentivar e conquistar novos franqueados para a Subway. Em 1965, aos 17 anos, ingressara no curso de medicina da universidade privada de Bridgeport. 
 
Sem condições de pagar as mensalidades, ele se aconselhou com um amigo da família, o médico Peter Buck, que lhe deu uma ideia: abrir uma loja para vender sanduíches naturais. Buck, então, se tornou sócio do empreendimento, emprestou US$ 1 mil para DeLuca tocar o negócio. 
 
Nascia, assim, o Subway. O negócio deu tão certo que em menos de um ano a segunda loja foi aberta e DeLuca largou a medicina. Em 1974, abriria a primeira franquia. “Nossa meta original era ter 32 lojas em dez anos. Sabíamos que era uma meta ambiciosa, mas nunca imaginamos que podería-mos chegar a mais de mil vezes esse número”, diz. 
 
Hoje, DeLuca é o bilionário de número 556 do mundo, segundo a revista Forbes e se tornou fonte de inspiração para os que pretendem se aventurar no mundo empresarial. Ele, inclusive, escreveu um livro, “Comece pequeno, termine grande: 15 lições-chave para começar e tocar seu próprio negócio de sucesso”. “Meu conselho é: não tenha medo de dar o primeiro passo”, resume o empreendedor. Mesmo 
se esse passo for estúpido?


sábado, 3 de novembro de 2012

A DIETA DO PALHAÇO


Reportagem sobre o Mc Donald's





Spurlock segue uma dieta de 30 dias (fevereiro de 2003) durante os quais sobrevive em sua totalidade com a alimentação e a compra de artigos exclusivamente do McDonald's. O filme documenta os efeitos que tem este estilo de vida na saúde física e psicológica, e explora a influência das indústrias da comida rápida.
Durante a gravação, Spurlock comia nos restaurantes McDonald's três vezes ao dia, chegando a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 6,26 Big Macs) por dia durante o experimento.
Antes do início deste experimento, Spurlock, comia uma dieta variada. Era saudável e magro, e media 188 cm de altura com um peso de 84,1 kg. Depois de trinta dias, obteve um ganho de 11,1 kg, uns 13% de aumento da massa corporal deixando seu índice de massa corporal em 23,2 (dentro da faixa "saudável" 19-25) a 27 ("sobrepeso"). Também experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e dano ao fígado. Spurlock precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganhado.





segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Esporte Sem Fronteiras


Esporte sem Fronteiras

Entrevista com Bruno e Mega que falam sobre a Influencia da Dança no cotidiano de Itapeva









sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DANÇA EDUCAÇÃO



O APRENDIZADO DA DANÇA EDUCATIVA INTEGRA O CONHECIMENTO INTELECTUAL E A HABILIDADE CORPORAL E CRIATIVA DO ALUNO.





Essa é uma foto tirada com os meus alunos do 4° ano A da EM ANTONIO CARVALHO, do projeto de Dança. A dança criativa/ educação possibilita ao aluno criar através do conhecimento de seus corpos os próprios movimentos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Uma Dançinha!


Onde está Matt?






Matt é um caloteiro de 36 anos de idade, de Westport, Connecticut, que costumava pensar que tudo o que ele sempre quis fazer na vida era fazer e jogar videogames. Ele teve sorte, conseguir um emprego como designer de jogos em Los Angeles em uma idade jovem, e percebi que ele tinha tudo muito bem planejado.
Aos 23 anos, ele se mudou para Brisbane, na Austrália, onde é uma coisa muito típica de pessoas para decolar e viajar pelo planeta por algum tempo antes de se estabelecerem. Ele pensou que soou incrível, e também estava começando a perceber que talvez videogames não eram a única coisa que importava. Então, no início de 2003, ele deixou seu emprego para ir passear Sudeste Asiático até que o dinheiro acabou. Ele fez este site para que ele pudesse manter a sua família e amigos atualizados sobre onde ele estava.
Poucos meses em sua viagem, ele e seu amigo, Brad Welch, estavam tirando fotos nas ruas de Hanói quando Brad disse: "Ei, por que não você ficar lá e fazer sua dança estúpida. Vou gravá-la." Matt fez isso, e ele achava que parecia muito engraçado, então ele continuou a fazê-lo onde quer que fosse.
Que acabou por ser uma idéia muito boa.
Ele colocou o vídeo de suas aventuras de dança em seu blog (naquela época as pessoas tinham coisas chamados "blogs"), e depois em 2005, ele encontrou em um novo site chamado YouTube, onde um garoto tinha carregado ele, fingindo ser ele, e como um milhão de pessoas já assisti. O garoto estava coletando doações e, aparentemente, tem cerca de 200 dólares de fora. Bom para ele.
Matt brevemente tenho micro-famoso como "O cara que dança na internet. Não, não ele. Outro cara. Não, ele também. Vou te enviar o link. É engraçado."
Em meio a tudo isso, Matt recebi um email de uma empresa chamada goma de mascar Stride. Eles perguntaram se ele estaria interessado em fazer um outro vídeo dançando para eles. Ele perguntou se eles pagariam por isso. Eles disseram: "Sim". Ele perguntou se podia ir onde quisesse. Eles disseram: "Muito bonito". Então ele disse: "Claro!"
Isso realmente aconteceu.
Ele fez o vídeo, e ele tem que trazer sua namorada, Melissa, com ele para filmá-lo. Foi incrível. E as pessoas gostaram. O segundo vídeo feito Matt ainda mais micro-famoso, a transição brevemente em quase famoso.
Ele na maior parte apenas dançou na frente de marcos emblemáticos, mas ao longo do caminho ele foi para um país chamado Ruanda, e uma vez que não existem quaisquer marcos em Ruanda que você gostaria de dançar na frente de, em vez disso, só fui para uma pequena aldeia e dançou com um grupo de garotos. As crianças se juntaram a ele, imediatamente e sem hesitação. Que acabou sendo a melhor coisa que aconteceu com ele na viagem. As crianças lhe ensinou que as pessoas são muito mais interessantes do que antigos marcos e monumentos.
Matt voltou a Stride e disse-lhes que ele fez tudo errado e que eles precisavam para enviá-lo ao redor do planeta novamente. Eles disseram, "Ok", e em 2008 ele lançou um outro vídeo que mostrava milhares de pessoas rindo, sorrindo e brincando juntos. Ele levou cinco anos e de três tentativas, mas finalmente deu certo naquele momento.
A internet explodiu. Matt brevemente passou de quase-famoso a não-inteiramente-un- famoso. Visa o contratou para fazer sua dança em uma série de anúncios de TV que o ar em toda a Ásia e no Oriente Médio, que o apresentou a uma coisa chamada "Business Class", e significava que ele não tinha que se preocupar tanto sobre mais dinheiro.Ele estabeleceu-se com Melissa, em Seattle, Washington e comprou uma casa.
Eventualmente, Matt decidiu que havia uma coisa que ele queria dizer que os outros vídeos ainda não tinha dito. Ele sabia que era o tipo de coisa que ia fazer um patrocinador inquieto, e ele meio que queria ter seu trabalho mesmo, então ele decidiu fazer o que ele ganhou de endossos e investir em outro vídeo.
Em 2010, Matt começou a viajar novamente. Ele teve de tomar um pit prolongada parar no ano seguinte, quando ele e Melissa teve um filho. Depois disso, sair de casa por longos períodos ficou ainda mais difícil. Mas ele contratou uma pequena equipe para ajudá-lo a terminar e, eventualmente, tenho-o feito.
Matt colocou o quarto vídeo, em 2012. Ele é muito orgulhoso dele e ele espera que você goste também.
Matt pensa que o curso é importante. Ela nos ajuda a aprender o que é capaz, que o caminho traçado diante de nós não é o único que pode escolher, e que não precisa ter tanto medo do outro o tempo todo.
Matt costumava pensar que você era ou bom em alguma coisa ou ruim em alguma coisa e não havia muito o que você poderia fazer para mudar isso. Ele gostaria de ter aprendido mais cedo que você pode ficar melhor na maioria das coisas apenas por fazer-lhes uma e outra vez. É realmente muito simples.
Matt era um aluno medíocre e nunca foi para a faculdade. Quando ficou mais velho, ele ficou satisfeito ao descobrir que ninguém se importa.
Matt é canhoto.
Matt tem um monte de Scramble e palavras com os amigos. Seu nome de tela é BadDancer.
Matt tem um pequeno pedaço de cartilagem extras saindo na borda de um ouvido e um pequeno buraco no mesmo lugar na outra orelha. Ele foi informado de que o pedaço extra de cartilagem é chamado de  tubérculo de Darwin .Matt acha que isso é muito bonito o maior nome para qualquer coisa sempre.
Matt gostaria de ver a Administração de Segurança dos Transportes dissolvida e substituída por um novo sistema que não treina as pessoas a obedecer cegamente regras inúteis. Ele acredita breves conversas com os seres humanos bem treinados que fazem o contato visual direto seria a melhor maneira de manter as pessoas seguras, sem sacrificar a sua dignidade e liberdade.

"Isto é para os loucos"


“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que vêem as coisas de forma diferente. (…) Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensarem que podem mudar o mundo, são as que de fato o fazem”

Rob Siltanen e Ken Segal.


Que vida você leva?



Ser Um Bom Professor







Dicas de Cortella para ser um bom professo

Pulo do Gato




PRA ONDE VOCÊ QUER IR?





Filósofo, professor e escritor. Mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Autor de 14 livros e entrevistado para o documentário "Eu Maior"

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

AMOR?



VOCÊ REALMENTE AMA A DANÇA?



Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende apenas de fazer uma atividade física semanal. Você só percebe que realmente ama a dança, quando seus parceiros pulam fora e você ainda persiste. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a empolgação não depende de viagens, festivais e festas. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando se conforma em estudar outros estilos que podem ajudar no seu desempenho. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a fome por ler e conhecer a verdade desta manifestação artística sai pelos poros. Você só percebe que realmente ama a dança, quando aprende a conviver constantemente com dores, em todos os sentidos. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não precisa da música como metalinguagem. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando não se limita a apenas reproduzir. Você só percebe que realmente ama a dança, quando é capaz de se distanciar (e escrevo isso com lágrimas nos olhos) de uma vida estavelmente feliz, para buscar qualificação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando descobre a coragem dentro de si mesmo, quando combate qualquer preconceito, quando tem sempre uma lágrima por vir. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando ama a arte em si, sua poesia, sua força, seu poder crítico e de transformação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando exercita a repetição sem perder a essência. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende de nada para gostar dela, a não ser do próprio corpo mexendo, fazendo menção a tudo que se quer falar. 


Cantando em outras línguas, viajando infinitos, descobrindo nações. É o corpo. É o próprio corpo. Ele mesmo, que é formado por ciência e sensação. É completo, misterioso, poético, mortal. É cotidiano e magia ao mesmo tempo. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando esse corpo fala por si só e aquela sensação indescritível de vê-lo gritando alimenta tudo que a alma pode suportar. Alimenta, mas não fomenta. Só da mais fome. Mais fome e mais fome. Fome de mais. Fome demais. O corpo que diz, fala, responde, questiona, sente. Sente. Sente de novo e quantas vezes precisar. Agora, sente e pense: você realmente ama a dança?


Por Kauane Linassi Leite

FLY "Determinação"


EXEMPLO DE GARRA "O GAROTO DA XUXA"




Vagner Menezes Pereira
Vagner Menezes Pereira, o Fly, é consultor financeiro e coreógrafo da apresentadora Xuxa e do programa TV Xuxa, da Rede Globo. É também o responsável pelas coreografias do projeto “Xuxa Só Para Baixinhos” e do programa Caldeirão do Huck



Exemplo de perseverança e determinação, Fly coreografo e agora produtor do programa da Xuxa emociona e inspira muitas pessoas a lutarem por um ideal. Essa homenagem mostra um pouco da historia do garoto da periferia que mudou radicalmente sua vida, passando por altos e baixos venceu.
Fly tambem contribuiu muito para hoje a dança de rua estar na mídia quebrando vários tabus em relação ao preconceito da cultura urbana.

Vale a pena você conhecer um pouquinho da história do GAROTO DA XUXA.


DOS PALCOS DA GLOBO PARA AULAS DE FINANÇAS


Por Fabiane Abel

Hoje, a palestra sobre finanças é com Vagner Meneses Pereira. A música For the Love Of Money (Por Amor ao Dinheiro) é a trilha sonora enquanto abrem-se as portas. Um burburinho se faz na sala e ele pede: “Não vão embora, me deem a oportunidade de mostrar a vocês porque estou aqui”. Hoje, ele é Vagner Menezes Pereira, e não o Fly. Sim, ele mesmo - o coreógrafo do programa da Xuxa e do Caldeirão do Huck.

Realmente a oportunidade de ouvi-lo deve ser dada, já que a bagagem é de uma história rica em dificuldades, determinação e empreendedorismo. Ele conta que desde garoto sempre gostou de lidar com dinheiro, mas que isso não significou que sabia cuidar dele. “Comecei a buscar educação financeira por necessidade. Eu tinha sucesso, fama e tudo para dar certo, mas como não sabia cuidar do meu dinheiro, estava tudo errado. Estava perdendo meu carro e morava numa quitinete. Trabalhava com a Xuxa, na Globo, e não tinha dinheiro”, conta.

A primeira dívida veio com o primeiro emprego de carteira assinada, quando fez crediário para fazer uma reforma na casa da mãe. Entrou e saiu muitas vezes do buraco antes de aprender. Mas depois disso, não demorou a repassar o conhecimento que adquiriu em dez anos de estudo sobre o assunto.

“Quando consegui colocar estes ensinamentos em prática na minha vida, vi que não poderia guardar apenas para mim”. Escolheu 50 amigos para enviar, pelo e-mail FlyInveste, slides com conteúdos sobre finanças e dívidas. Durante dois meses, eles receberam a dica do dia, em que Fly explicava passo a passo como a educação financeira podia mudar suas vidas. Ninguém respondia, até que um dia, ele não mandou. No dia seguinte, choveram e-mails perguntando por que ele tinha parado.

Foi aí que veio a grande sacada - se aquilo tinha dado certo, era hora de subir mais um degrau. Montou um projeto de aulas sobre educação financeira e apresentou na área de recursos humanos da Rede Globo. Na primeira aula, Fly tremia. Tinha medo do que as pessoas pensariam dele, mas quando se apresentou e percebeu comentários paralelos, foi firme e pediu que dessem a oportunidade de ouvi-lo.

O projeto expandiu e continua até hoje. “Agora será corporativo e irei para as afiliadas com um programa de quatro aulas. Na primeira, ensino a organizar; na segunda, a sair do endividamento; na terceira e quarta, falo sobre todos os investimentos disponíveis. Não ensino como e onde investir, apenas mostro as opções”, diz.

Aos 39 anos de idade, vive um momento de plena alegria por ser independente financeiramente. Na Expo Money São Paulo realizada em 2009, ele percorria os corredores chamando atenção do público participante do evento. “Estudar é a chave do sucesso para não entrar no buraco”, diz Vagner Meneses Pereira, o Fly.