segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Esporte Sem Fronteiras


Esporte sem Fronteiras

Entrevista com Bruno e Mega que falam sobre a Influencia da Dança no cotidiano de Itapeva









sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DANÇA EDUCAÇÃO



O APRENDIZADO DA DANÇA EDUCATIVA INTEGRA O CONHECIMENTO INTELECTUAL E A HABILIDADE CORPORAL E CRIATIVA DO ALUNO.





Essa é uma foto tirada com os meus alunos do 4° ano A da EM ANTONIO CARVALHO, do projeto de Dança. A dança criativa/ educação possibilita ao aluno criar através do conhecimento de seus corpos os próprios movimentos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Uma Dançinha!


Onde está Matt?






Matt é um caloteiro de 36 anos de idade, de Westport, Connecticut, que costumava pensar que tudo o que ele sempre quis fazer na vida era fazer e jogar videogames. Ele teve sorte, conseguir um emprego como designer de jogos em Los Angeles em uma idade jovem, e percebi que ele tinha tudo muito bem planejado.
Aos 23 anos, ele se mudou para Brisbane, na Austrália, onde é uma coisa muito típica de pessoas para decolar e viajar pelo planeta por algum tempo antes de se estabelecerem. Ele pensou que soou incrível, e também estava começando a perceber que talvez videogames não eram a única coisa que importava. Então, no início de 2003, ele deixou seu emprego para ir passear Sudeste Asiático até que o dinheiro acabou. Ele fez este site para que ele pudesse manter a sua família e amigos atualizados sobre onde ele estava.
Poucos meses em sua viagem, ele e seu amigo, Brad Welch, estavam tirando fotos nas ruas de Hanói quando Brad disse: "Ei, por que não você ficar lá e fazer sua dança estúpida. Vou gravá-la." Matt fez isso, e ele achava que parecia muito engraçado, então ele continuou a fazê-lo onde quer que fosse.
Que acabou por ser uma idéia muito boa.
Ele colocou o vídeo de suas aventuras de dança em seu blog (naquela época as pessoas tinham coisas chamados "blogs"), e depois em 2005, ele encontrou em um novo site chamado YouTube, onde um garoto tinha carregado ele, fingindo ser ele, e como um milhão de pessoas já assisti. O garoto estava coletando doações e, aparentemente, tem cerca de 200 dólares de fora. Bom para ele.
Matt brevemente tenho micro-famoso como "O cara que dança na internet. Não, não ele. Outro cara. Não, ele também. Vou te enviar o link. É engraçado."
Em meio a tudo isso, Matt recebi um email de uma empresa chamada goma de mascar Stride. Eles perguntaram se ele estaria interessado em fazer um outro vídeo dançando para eles. Ele perguntou se eles pagariam por isso. Eles disseram: "Sim". Ele perguntou se podia ir onde quisesse. Eles disseram: "Muito bonito". Então ele disse: "Claro!"
Isso realmente aconteceu.
Ele fez o vídeo, e ele tem que trazer sua namorada, Melissa, com ele para filmá-lo. Foi incrível. E as pessoas gostaram. O segundo vídeo feito Matt ainda mais micro-famoso, a transição brevemente em quase famoso.
Ele na maior parte apenas dançou na frente de marcos emblemáticos, mas ao longo do caminho ele foi para um país chamado Ruanda, e uma vez que não existem quaisquer marcos em Ruanda que você gostaria de dançar na frente de, em vez disso, só fui para uma pequena aldeia e dançou com um grupo de garotos. As crianças se juntaram a ele, imediatamente e sem hesitação. Que acabou sendo a melhor coisa que aconteceu com ele na viagem. As crianças lhe ensinou que as pessoas são muito mais interessantes do que antigos marcos e monumentos.
Matt voltou a Stride e disse-lhes que ele fez tudo errado e que eles precisavam para enviá-lo ao redor do planeta novamente. Eles disseram, "Ok", e em 2008 ele lançou um outro vídeo que mostrava milhares de pessoas rindo, sorrindo e brincando juntos. Ele levou cinco anos e de três tentativas, mas finalmente deu certo naquele momento.
A internet explodiu. Matt brevemente passou de quase-famoso a não-inteiramente-un- famoso. Visa o contratou para fazer sua dança em uma série de anúncios de TV que o ar em toda a Ásia e no Oriente Médio, que o apresentou a uma coisa chamada "Business Class", e significava que ele não tinha que se preocupar tanto sobre mais dinheiro.Ele estabeleceu-se com Melissa, em Seattle, Washington e comprou uma casa.
Eventualmente, Matt decidiu que havia uma coisa que ele queria dizer que os outros vídeos ainda não tinha dito. Ele sabia que era o tipo de coisa que ia fazer um patrocinador inquieto, e ele meio que queria ter seu trabalho mesmo, então ele decidiu fazer o que ele ganhou de endossos e investir em outro vídeo.
Em 2010, Matt começou a viajar novamente. Ele teve de tomar um pit prolongada parar no ano seguinte, quando ele e Melissa teve um filho. Depois disso, sair de casa por longos períodos ficou ainda mais difícil. Mas ele contratou uma pequena equipe para ajudá-lo a terminar e, eventualmente, tenho-o feito.
Matt colocou o quarto vídeo, em 2012. Ele é muito orgulhoso dele e ele espera que você goste também.
Matt pensa que o curso é importante. Ela nos ajuda a aprender o que é capaz, que o caminho traçado diante de nós não é o único que pode escolher, e que não precisa ter tanto medo do outro o tempo todo.
Matt costumava pensar que você era ou bom em alguma coisa ou ruim em alguma coisa e não havia muito o que você poderia fazer para mudar isso. Ele gostaria de ter aprendido mais cedo que você pode ficar melhor na maioria das coisas apenas por fazer-lhes uma e outra vez. É realmente muito simples.
Matt era um aluno medíocre e nunca foi para a faculdade. Quando ficou mais velho, ele ficou satisfeito ao descobrir que ninguém se importa.
Matt é canhoto.
Matt tem um monte de Scramble e palavras com os amigos. Seu nome de tela é BadDancer.
Matt tem um pequeno pedaço de cartilagem extras saindo na borda de um ouvido e um pequeno buraco no mesmo lugar na outra orelha. Ele foi informado de que o pedaço extra de cartilagem é chamado de  tubérculo de Darwin .Matt acha que isso é muito bonito o maior nome para qualquer coisa sempre.
Matt gostaria de ver a Administração de Segurança dos Transportes dissolvida e substituída por um novo sistema que não treina as pessoas a obedecer cegamente regras inúteis. Ele acredita breves conversas com os seres humanos bem treinados que fazem o contato visual direto seria a melhor maneira de manter as pessoas seguras, sem sacrificar a sua dignidade e liberdade.

"Isto é para os loucos"


“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que vêem as coisas de forma diferente. (…) Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensarem que podem mudar o mundo, são as que de fato o fazem”

Rob Siltanen e Ken Segal.


Que vida você leva?



Ser Um Bom Professor







Dicas de Cortella para ser um bom professo

Pulo do Gato




PRA ONDE VOCÊ QUER IR?





Filósofo, professor e escritor. Mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Autor de 14 livros e entrevistado para o documentário "Eu Maior"

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

AMOR?



VOCÊ REALMENTE AMA A DANÇA?



Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende apenas de fazer uma atividade física semanal. Você só percebe que realmente ama a dança, quando seus parceiros pulam fora e você ainda persiste. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a empolgação não depende de viagens, festivais e festas. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando se conforma em estudar outros estilos que podem ajudar no seu desempenho. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a fome por ler e conhecer a verdade desta manifestação artística sai pelos poros. Você só percebe que realmente ama a dança, quando aprende a conviver constantemente com dores, em todos os sentidos. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não precisa da música como metalinguagem. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando não se limita a apenas reproduzir. Você só percebe que realmente ama a dança, quando é capaz de se distanciar (e escrevo isso com lágrimas nos olhos) de uma vida estavelmente feliz, para buscar qualificação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando descobre a coragem dentro de si mesmo, quando combate qualquer preconceito, quando tem sempre uma lágrima por vir. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando ama a arte em si, sua poesia, sua força, seu poder crítico e de transformação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando exercita a repetição sem perder a essência. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende de nada para gostar dela, a não ser do próprio corpo mexendo, fazendo menção a tudo que se quer falar. 


Cantando em outras línguas, viajando infinitos, descobrindo nações. É o corpo. É o próprio corpo. Ele mesmo, que é formado por ciência e sensação. É completo, misterioso, poético, mortal. É cotidiano e magia ao mesmo tempo. 


Você só percebe que realmente ama a dança, quando esse corpo fala por si só e aquela sensação indescritível de vê-lo gritando alimenta tudo que a alma pode suportar. Alimenta, mas não fomenta. Só da mais fome. Mais fome e mais fome. Fome de mais. Fome demais. O corpo que diz, fala, responde, questiona, sente. Sente. Sente de novo e quantas vezes precisar. Agora, sente e pense: você realmente ama a dança?


Por Kauane Linassi Leite

FLY "Determinação"


EXEMPLO DE GARRA "O GAROTO DA XUXA"




Vagner Menezes Pereira
Vagner Menezes Pereira, o Fly, é consultor financeiro e coreógrafo da apresentadora Xuxa e do programa TV Xuxa, da Rede Globo. É também o responsável pelas coreografias do projeto “Xuxa Só Para Baixinhos” e do programa Caldeirão do Huck



Exemplo de perseverança e determinação, Fly coreografo e agora produtor do programa da Xuxa emociona e inspira muitas pessoas a lutarem por um ideal. Essa homenagem mostra um pouco da historia do garoto da periferia que mudou radicalmente sua vida, passando por altos e baixos venceu.
Fly tambem contribuiu muito para hoje a dança de rua estar na mídia quebrando vários tabus em relação ao preconceito da cultura urbana.

Vale a pena você conhecer um pouquinho da história do GAROTO DA XUXA.


DOS PALCOS DA GLOBO PARA AULAS DE FINANÇAS


Por Fabiane Abel

Hoje, a palestra sobre finanças é com Vagner Meneses Pereira. A música For the Love Of Money (Por Amor ao Dinheiro) é a trilha sonora enquanto abrem-se as portas. Um burburinho se faz na sala e ele pede: “Não vão embora, me deem a oportunidade de mostrar a vocês porque estou aqui”. Hoje, ele é Vagner Menezes Pereira, e não o Fly. Sim, ele mesmo - o coreógrafo do programa da Xuxa e do Caldeirão do Huck.

Realmente a oportunidade de ouvi-lo deve ser dada, já que a bagagem é de uma história rica em dificuldades, determinação e empreendedorismo. Ele conta que desde garoto sempre gostou de lidar com dinheiro, mas que isso não significou que sabia cuidar dele. “Comecei a buscar educação financeira por necessidade. Eu tinha sucesso, fama e tudo para dar certo, mas como não sabia cuidar do meu dinheiro, estava tudo errado. Estava perdendo meu carro e morava numa quitinete. Trabalhava com a Xuxa, na Globo, e não tinha dinheiro”, conta.

A primeira dívida veio com o primeiro emprego de carteira assinada, quando fez crediário para fazer uma reforma na casa da mãe. Entrou e saiu muitas vezes do buraco antes de aprender. Mas depois disso, não demorou a repassar o conhecimento que adquiriu em dez anos de estudo sobre o assunto.

“Quando consegui colocar estes ensinamentos em prática na minha vida, vi que não poderia guardar apenas para mim”. Escolheu 50 amigos para enviar, pelo e-mail FlyInveste, slides com conteúdos sobre finanças e dívidas. Durante dois meses, eles receberam a dica do dia, em que Fly explicava passo a passo como a educação financeira podia mudar suas vidas. Ninguém respondia, até que um dia, ele não mandou. No dia seguinte, choveram e-mails perguntando por que ele tinha parado.

Foi aí que veio a grande sacada - se aquilo tinha dado certo, era hora de subir mais um degrau. Montou um projeto de aulas sobre educação financeira e apresentou na área de recursos humanos da Rede Globo. Na primeira aula, Fly tremia. Tinha medo do que as pessoas pensariam dele, mas quando se apresentou e percebeu comentários paralelos, foi firme e pediu que dessem a oportunidade de ouvi-lo.

O projeto expandiu e continua até hoje. “Agora será corporativo e irei para as afiliadas com um programa de quatro aulas. Na primeira, ensino a organizar; na segunda, a sair do endividamento; na terceira e quarta, falo sobre todos os investimentos disponíveis. Não ensino como e onde investir, apenas mostro as opções”, diz.

Aos 39 anos de idade, vive um momento de plena alegria por ser independente financeiramente. Na Expo Money São Paulo realizada em 2009, ele percorria os corredores chamando atenção do público participante do evento. “Estudar é a chave do sucesso para não entrar no buraco”, diz Vagner Meneses Pereira, o Fly.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

STEP UP 4



LANÇAMENTO





O FILME MAIS ESPERADO DO ANO!

O Blogger


Mudança


Mudar! Acredito que a dança modifica as pessoas e fazem dela um ser humano melhor, por isso criei esse blogger para divulgar e tambem expressar a necessidade que o mundo de quem convive com a dança seja melhor. Dançar e se expressar nosso corpo precisa falar!
Somente a pratica e a técnica desenvolvida por um corpo não basta! Se você quer mudar revolucionar é necessário ousar.


"Comunicar não é aquilo que você quer dizer mais sim o que os outros entendem".






OCTÁVIO NASSUR

No dia 30 de setembro de 2012 o grupo Sonic Style trouxe juntamente com o apoio do curso de Ed. Física da FAIT o COREOGRAFO E PRODUTOR OCTÁVIO NASSUR, QUE VEIO MINISTRAR UM WORKSHOP DE COMPOSIÇÃO COREGRÁFICA QUE POR SUA VEZ ABORDA TECNICAS DE COMPOSIÇÃO PARA SOLOS, DUOS, TRIOS E CONJUNTOS E GRUPOS INDEPENDENTEMENTE DE ESTILO DE DANÇA, NO SALÃO NOBRE DA FAIT.
OCTÁVIO COM SEU AMPLO CURRÍCULO E EXPERIÊNCIA ENGRANDECEU E AMPLIOU O CONHECIMENTO DE TODOS.
BREVIA DO CURRÍCULO DELE:

·         Cursado em Hip Hop em Los Angeles/EUA e Barcelona/Espanha;
·         Idealizador e coordenador geral do Festival Internacional de Hip Hop de Curitiba;
·         Jurado dos mais importantes festivais de dança, assim como ministrante de cursos em todo o Brasil e também no exterior;
·         Representante em Praga/República Tcheca e premiado em Miami/EUA entre os quatro maiores coreógrafos do mundial da modalidade;
·         Integrante do “Guinness Book” com o recorde de 27 aulas de Street Dance em 27 horas;
·         Consultor de Hip Hop e Composição Coreográfica das Universidades: Federal do ParanáPUCTUIUTIUnicempFaculdade de Artes do Paraná e UNICRUZ-RS (Cursos de Dança e Educação Física);
·         Ministrante periódico de cursos de Dança Educação em Los Angeles-USA, na Millikan Middle School desde 1998;
·         Docente da Secretaria de Educação do Estado do Paraná para capacitação de professores em Dança Educação;
·         Criador e introdutor do projeto “Educando pela Dança e Crescendo com Saúde”, que acrescentou, além da Educação Física já tradicional, a Dança Criativa nas escolas.











O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER?

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER?





ESSE VIDEO FAZ VOCÊ REFLETIR SOBRE SUA VIDA ASSISTA!

"EU MAIOR"





Trechos da entrevista com Mário Sérgio Cortella. Documentário EU MAIOR, sobre autoconhecimento e busca da 
felicidade. Para mais informações, visite www.eumaior.com.br







Sonic Style



Alguns trabalhos de divulgação do Grupo Sonic Style:














Bruno Wilian Coreografo

Johh Silva Dançarina/Dir. Financeira

Tatiane Dançarina

Liah Dançarina

Duda Dançarina

Janny Dançarina

Amanda Dançarina

Lauana Tenoro Coreografa

Biah Dançarina

Nara Dançarina

Danny Dançarina

Jhennifer Dançarina

Dayane Dançarina

Mega Coreografo



Lidiane Dançarina

Barbara Dançarina

Lehh Dançarina

Pamela Dançarina

Joice Dançarina
Rayra Dutra Dançarina

O Ensino da Dança na Escola


O Ensino de Dança na Escola: Conversando com professores


Wagner Rosa
wagnerrosa@sercomtel.com.br


É do conhecimento de muitos (senso comum) que a dança passou a fazer parte do Regimento da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo como linguagem artística diferenciada desde o ano de 1992. Medidas acerca do ensino da arte em suas diversas linguagens, incluindo-se aí a dança, também vêm sendo adotadas por outros Municípios e até por Estados em todo o território nacional. Mesmo atendendo o alcance das leis, uma efetiva concretização dessas inovações necessita de algum diálogo acerca da execução/articulação da dança em nível escolar e, principalmente, a respeito de quem tem competência para trabalhar com os alunos os saberes que ela envolve.
Não se trata aqui de abordar as competências do ensino técnico específico da dança, em suas várias linguagens (ballet clássico, moderno, flamenco, capoeira, entre outros). Nas escolas técnicas, observando-se a predominância do ensino do ballet clássico em suas diversas vertentes (russa, americana, inglesa, entre outras), as habilidades necessárias não se formam exteriores ao meio, pois em essência implicam um processo de transmissão cultural. Portanto, o profissional de dança está mais habilitado a ensinar a técnica de dança, seja em que linguagem for.
Trata-se de discutir a dança como disciplina em situação de ensino na escola formal, presente continuadamente em todas as etapas da formação do aluno. Com o ensino da dança, busca-se redimensionar as possibilidades e capacidades do corpo e contribuir para o autoconhecimento do aluno (leia-se do ser humano) e sua inserção nos contextos sociais. Busca-se, também, preparar este aluno para conviver numa sociedade que exige cada vez mais habilidades específicas que visam ao mercado de trabalho. Pelo ensino da dança, é possível contribuir no sentido de capacitá-lo (o aluno) a enfrentar os processos corporativos, que imprimem certa uniformização, sem que este perca a sua criatividade e, principalmente, a sua individualidade.
UMA BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO DA HISTÓRIA DA DANÇA
Desde a Antigüidade, a humanidade apresentava em seu cotidiano a expressão corporal por meio da dança, utilizando-a em suas manifestações sociais. Cada cultura apropriou-se de seu conteúdo nas mais diferentes áreas, como a Arte, a Música e a Pintura. Dentre elas, a dança absorveu a maior parte dessa transferência, considerando a sua relevância nas sociedades, seja como expressão artística, seja como objeto de caráter místico (cultos religiosos, tempos remotos ou atuais) voltado aos deuses, seja ainda como simples entretenimento. O Renascimento cultural dos séculos XV e XVI desencadeou diversas mudanças no âmbito das artes, da cultura, da política e da religião. Nesse contexto, a dança sofreu profundas alterações: inicialmente começou a ter um caráter social, passando a fazer parte dos costumes da nobreza em festas, apenas como entretenimento e recreação e apresentada também em grandes espetáculos teatrais. A dança social transformou-se, tornando possível o desenvolvimento das danças populares. Em sua evolução, a dança continuamente possibilitou ao ser humano retratar seus anseios em busca de autoconhecimento e felicidade, aprimorando os gestos expressados (CAVASIN, 2003). 
A partir do século XIX surgem duas vertentes acerca da formalização do aprendizado da dança: a moderna (que surgia com o prenúncio da Dança Criativa, ou Dança/Educação), e a acadêmica tradicional (a Dança/Arte ou espetáculo). Tais vertentes demandam dos professores competências distintas para o ato de ensinar. A nova tendência da dança converge para o movimento humano expressivo e, assim, o ensino da dança moderna passa, gradativamente, a integrar o currículo escolar (NANNI, 1995).
A DANÇA NA ESCOLA
Marques (1997, p.21) salienta a preocupação dos educadores e legisladores brasileiros, desde a década de 1990, em “pelo menos mencionar a dança em seus trabalhos e programas”. Desde então, detecta-se com alguma freqüência a inclusão da dança em programas de congressos, simpósios e encontros, tanto na área de Artes quanto de Educação Física. Esta inclusão acontece também em várias universidades e instituições de ensino no país, que vêm promovendo cursos de especialização e/ou mestrado em dança e/ou ensino de dança, tais como a Universidade de Campinas - SP (UNICAMP), Universidade Federal de Viçosas - MG (UFV) e a Universidade Federal da Bahia – BA (UFBA). No entanto, Marques (1997) identifica em nosso país alguns desentendimentos no campo de conhecimento da dança: em situação escolar, qual área de ensino é mais capacitada para o ensino da dança? Artes ou Educação Física? Ou esta competência estaria vinculada a uma disciplina exclusivamente dedicada à dança? Ou, ainda, será que o ensino de dança deveria ser executado informalmente pela sociedade em geral? Pois, se por um lado, no Brasil, a dança se apresenta como um elemento de domínio público (tornando-o um país mais democrático, peculiar, vibrante e corporal), por outro lado tem-se excluído a possibilidade de estudarmos dança com maior profundidade, amplitude e clareza (e com menor risco de lesões corporais). Ou seja, ao relegar a aprendizagem da dança à informalidade, mesmo sendo o Brasil um país "dançante", tem-se alijado a dança da escola.
QUEM DEVE ENSINAR A DANÇA NA ESCOLA?
Ao se tratar de dança na escola formal, surgem questionamentos acerca de sua identidade e caráter. Assim, para uma abordagem coerente do tema, compreende-se a necessidade de identificar primeiramente em qual área de conhecimento o ensino da dança está inserido. A dança é um exercício físico ou um sistema de comunicação e de expressão? Seu aprendizado sería apenas um meio (para apreensão de outros conhecimentos) ou um fim?
Circunstancialmente, uma dualidade cartesiana entre exercício físico e processo artístico reflete o senso comum nos entendimentos relativos à dança. Esta premissa “retalha” o indivíduo, sendo tão válida quanto apresentar um corpo sem cabeça ou vice-versa. Não podemos conceber uma mente sem corpo ou um corpo sem mente; os dois não apenas coexistem, eles formam um elemento único, e é sob esta perspectiva que necessitamos trabalhar. Contudo, observando as especificidades de seu aprendizado (da dança), cumpre-nos tecer algumas considerações a respeito de quem estaria habilitado a ensiná-la.
Verderi (2007, p.1) afirma que a “Educação Física é uma área do conhecimento diretamente relacionada com a corporeidade do educando, ou seja, com o movimento humano consciente e sua capacidade de movimentação”, com a preocupação acerca do estudo do que simboliza e também da materialização deste movimento corporal no espaço, destacando a relevância da cientificidade deste estudo. Para esta autora, “nossa conduta motora nos revela aspectos biológicos e culturais que são determinantes na evolução do corpo e da mente” (p.1). De acordo com Verderi (2007, p.1), A bibliografia da dança sugere que “estudando os movimentos do homem, estaremos estudando o próprio homem”. Com esse entendimento, e refletindo a respeito da dança na escola, analogicamente traçamos uma aproximação entre o estudo do movimento e o movimento corporal dos alunos.
O movimento humano é dotado de significados (elaborado de forma consciente ou não) e, quando executado, passa a expressar uma linguagem corporal (intencionalmente ou não).
A área da Educação física abarca sistematicamente a tríade de conhecimentos - anatomia-fisiologia-cinesiologia -, que evidencia uma busca por compreender o corpo humano e o seu movimento no espaço, em seus aspectos concretos. Porém, este corpo que se movimenta no espaço, expressa emoções e comunica-se, manifestando-se nas mais distintas formas. Nesse sentido, o profissional da área de Ciências Humanas, principalmente o professor de Artes, não estaria mais credenciado a ensinar a dança na escola? E os conhecimentos técnicos, seriam transmitidos por quem?
Nessa mesma linha de pensamento, há ainda a necessidade de refletir acerca da questão da supremacia da técnica em relação à expressão própria no movimento. Fiamoncini (2003) afirma que a criatividade e a expressividade tendem a diluir-se diante do excesso de técnicas provocado pela busca do desempenho físico e do virtuosismo na dança. Desta forma, ficam à margem o pensar, os anseios e os sentimentos das pessoas, o que pode gerar inclusive um afastamento destes indivíduos com relação ao ensino da dança. E quem estaria apto a ensinar os conhecimentos acerca da(s) técnica(s) específica(s) da dança e seus contextos históricos? O bacharel  ou o licenciado em dança?
Optando por um ou outro, ainda estaríamos dando ênfase a uma parte do desenvolvimento do aluno em detrimento de outras, educando isoladamente o corpo, ou o intelecto, de forma desconexa. A pura técnica ou a investigação da comunicação e da expressão sem conhecimentos mais abrangentes sobre o corpo e vice-versa. Verderi (2007, p.1) aponta para a necessidade de promover a observação dos corpos em movimento, possibilitando ao aluno participar da construção do conhecimento de si mesmo e de seus colegas. Ainda destaca a necessidade de levar em consideração a opinião do seu aluno, e suas percepções, promovendo “uma ação educativa libertadora”, ao propiciar que este aluno venha a “descobrir-se como sujeito de sua própria história e não um objeto dela”.
A autora faz essa afirmação idealizando uma nova Educação Física. Mas questiona-se aqui qual é a formação que visa a preparar o professor para uma ação pedagógica que abranja a complexidade dos elementos biológicos, técnicos e relacionais (sociais), no sentido de assegurar ao aluno bem-estar físico e mental. Ainda, qual a formação que possibilitaria ao professor criar condições para o desenvolvimento de procedimentos corporais de maior complexidade que permitam representar os fatos, conceitos, procedimentos, valores e atitudes captados da vida em sociedade. (VERDERI, 2007 p.1).
Para finalizar, é possível argumentar que um ensino de dança crítico e transformador, que trace relações multifacetadas entre o indivíduo, a escola, a arte e a sociedade contemporânea, seja benéfico aos alunos e, também, aos processos educacionais como um todo.
Ao constatar que o ensino da dança na escola pode proporcionar ao aluno uma ampliação de sua visão de totalidade e interdependência (o indivíduo e suas inter-relações com e na sociedade), dando a ele novas possibilidades para a busca do novo, proporcionando-lhe ainda a valorização do sentir, do pensar e do agir, cabe-nos questionar racionalmente quem é o profissional habilitado para aplicar estes conhecimentos. O professor de Educação Física, de Educação Artística, ou o professor de Dança, especificamente? E os professores formados no ensino médio em magistério, estariam aptos a trabalhar a dança com as crianças do ensino fundamental?
Ao invés de elaborar alguma consideração conclusiva, ficam aqui estes questionamentos acerca do ensino da dança. Refletir é preciso.

Consciência Corporal


Consciência corporal

A busca pela consciência corporal 

      Quem trabalha com arte, geralmente, é movido por curiosidade. E curiosidade é como uma felpa na bunda, perturba e provoca. Curiosidade aliada à vontade de entender tudo. Se você é artista verdadeiramente, provavelmente, vai se identificar com essa felpa na bunda.

      Muitos bailarinos, contemporâneos principalmente, depois de anos dançando passos dentro de uma música sem ao menos saber/sentir o que estão fazendo, costumam, aliados a essa necessidade de entender tudo, auto questionar-se e amplificar as investigações artísticas-corporais. Talvez seja nesse momento de puberdade-dançante que surjam as percepções da importância de, antes de entender tudo, entender o próprio corpo, buscando desvendar os mistérios daquilo que está perto /constitui/faz ser.

      Aí entra o grande papel da consciência corporal naqueles que utilizam esse mesmo instrumento para produzir arte. O corpo é, a cada dia, visitado por novas vivências e sensações. Estas visitas abrem portas, questionam e, ao serem interiorizadas, podem servir de meio exteriorizador àquele que dança.

      Exercícios de busca de consciência corporal são comuns em aulas de dança contemporânea, como forma de aproximar o corpo da mente, através das sensações. Perceber as diferenças sensoriais entre o antes e o depois da prática de algum exercício; direcionar a passagem de ar para divergentes órgãos; experimentar a pausa forçada até notar o corpo pedindo para mudar de posição; concentrar a força em determinado músculo; perceber o que mexe, o que toca, o que pausa; lutar com e render-se à força da gravidade..são algumas das tantas formas de ‘pensar’ o corpo.

      O conhecimento da anatomia humana e dos funcionamentos fisiológicos, cinesiológicos e biomecânicos são fundamentais nesse processo, apesar de serem poucos os professores de dança que investem nesses assuntos.

      Além de servir à dança, a consciência corporal é um convite àqueles que querem, simplesmente, sentir-se bem e optar por uma vida mais saudável.

      Seja consciente em todos os sentidos e dilate seus sentidos. Faz sentido! Começar alcançando esse feito no próprio corpo, pode ser uma feliz (e consciente) opção.




Kauane Linassi Leite
@kauaneleite